>Tudo o que você precisa saber sobre valor do dinheiro no tempo!

Você sabia que o dinheiro perde valor com o tempo? Você vai entender neste artigo como esse fundamento das finanças funciona na prática.

Você sabia que o dinheiro perde valor com o tempo? Você vai entender neste artigo como esse fundamento das finanças funciona na prática pessoal e empresarial.

O valor do dinheiro no tempo

Para entender perfeitamente as finanças pessoais e empresariais é imprescindível você conhecer um dos conceitos mais importantes da matemática financeira, o valor do dinheiro no tempo. A matemática financeira tem como principal objetivo estudar e aplicar o conceito do valor do dinheiro no tempo nas decisões financeiras.As decisões financeiras, por sua vez, em sua maioria, envolvem a distribuição de receitas e gastos ao longo de um período de tempo.

Um investimento da compra de uma máquina, por exemplo, envolve um investimento inicial na compra do equipamento, moldes, estrutura de suporte e instalação, além do capital de giro necessários para o funcionamento da operação. Seguido por fluxos de receitas, derivada da venda dos produtos produzidos e seus respectivos custos de produção.

Também podem existir recebimentos iniciais através de aportes financeiros de financiamentos bancários além de desembolsos periódicos relativos ao pagamento das amortizações e juros. Os desembolsos e entrada de recursos, portanto, são distribuídos ao longo do tempo.

Premissa básica da análise financeira

Um preocupação inicial de qualquer análise financeira quando tempos fluxos de dinheiro distribuídos no tempo é o seu valor e custo.

Uma das premissas básicas da matemática financeira é que não podemos comparar fluxos de caixa em períodos de tempo diferentes. Afinal R$ 10.000,00 hoje não valem a mesma coisa que R$ 10.000,00 daqui a 1 ano.

Dessa forma podemos afirmar que não podemos somar, subtrair ou mesmo comparar valor monetários que não estejam na mesma data.

Seguindo o raciocínio anterior, temos que R$ 10.000,00 hoje não valem a mesma coisa após 1 anos por vários motivos. Inicialmente temos que considerar a deterioração do poder aquisitivo ao longo do tempo, é a inflação.

Na prática isso significa que para se comprar a mesma quantidade de bens no futuro precisamos ter mais dinheiro que hoje.

Exemplo prático do valor do dinheiro no tempo

Digamos que o preço da gasolina hoje for R$ 3,50 por litro. Com R$ 140,00 hoje podemos abastecer nosso carro com 40 litros da gasolina (140,00/3,50).

Se daqui a 1 anos o preço da gasolina esteja R$ 4,00 por litro. Temos duas opções: ou abastecemos menos combustível, 35 litros (140,00/4,00), ou pagamos mais pela mesma quantidade, R$ 160,00 (40 litros x R$ 4,00).

Concluímos então que a expectativa de aumento do combustível ocasionou uma perda no nosso poder de compra. Isso é a inflação, neste caso específico temos uma aumento nos preço da ordem de 14,29% (de R$ 3,50 para R$ 4,00).

Ainda de acordo com esse caso, tanto faz nós possuirmos R$ 140,00 hoje como R$ 160,00 daqui a 1 anos, dizemos que são quantias equivalentes pois possuem o mesmo poder de compra.

Mas vamos supor que o preço da gasolina permaneça o mesmo daqui a 1 anos, ou inflação igual a zero. Será que tanto faz eu ter R$ 140,00 hoje com daqui a 1 ano?

É claro que não, pois nós temos a oportunidade de aplicar esse dinheiro que vai render juros e terá um valor maior daqui a 1 ano.
Se temos uma aplicação a juros simples que rende 2 % ao mês em cima do valor R$ 140,00, por exemplo, teremos um rendimento de juros mensais de R$ 2,80 (2% x R$140,00) e a final de 1 ano teremos um total de 12 rendimentos de juros mais o principal original, 12x R$ 2,80+R$ 140,00 = R$ 173,60.

Poderíamos dizer então que, caso meu custo de oportunidade fosse de 2% ao mês (a juros simples) e inflação zero, para nós tanto faz R$ 140,00 hoje ou R$ 173,60 daqui a 1 ano.

No exemplo anterior usamos como referência o regime de juros simples, que é uma das formas de avaliar o valor do dinheiro ao longo do tempos.

Em outros artigos iremos detalhar melhor esse regime de capitalização além de apresentar o sistema de juros compostos, que na prática é o que realmente utilizado na grande maioria das técnicas de matemática financeira e análise de investimento.

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